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Peixe Vivo - Autor desconhecido - n.º 36

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Como pode um peixe vivo
Viver fora d'água fria
Como pode um peixe vivo
Viver fora d'água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua sem a tua
Sem a tua companhia

A LUTA CONTRA A CARESTIA NA BRASILÂNDIA

POR AILTON BARROS

“Somos mães de famílias em desespero e mais do que ninguém sentimos os preços dos alimentos, dos remédios, das roupas, do aluguel. Estamos cansadas de tanta exploração!”. Era exatamente com esta frase que naquele distante domingo do mês de junho de 1978, iniciava-se a Assembléia do Custo de Vida, realizada na Igreja Santo Antonio de Vila Brasilândia, coordenada por dezenas de donas de casas, entre as quais, destacavam-se Dona Cida, do Parque Itaberaba; Dona Maria, do Morro Grande; Dona Ilda e Dona Idalina, do Jardim Ana Maria; Dona Carmelita e Dona Zita, do Jardim Vista Alegre; Dona Adelina, da Cruz das Almas; Dona Lazara, do Jardim Carumbé, entre outras.
Cerca de 400 pessoas reuniram-se naquela Assembléia para o lançamento na região Noroeste, do abaixo assinado organizado pelo Movimento do Custo de Vida, que contou com o apoio de representantes da Frente Nacional do Trabalho, da Pastoral Operária, do Clube de Mães da Periferia, de sociedades amigos de bairros e de associações e comissões de moradores, representando 55 vilas da região.
Durante a realização do ato, foi celebrado um culto ecumênico, coordenado e dirigido pelos religiosos, Frei Alamiro, Padre Sperandio e Padre Ivo. O objetivo era esclarecer a população da região sobre a importância da participação de todos na luta contra o aumento do custo de vida.
No encerramento desta Assembléia, foi entoada pelos presentes uma música cujo refrão era baseado na célebre música de domínio popular, conhecida como “Peixe Vivo”, que entre outros versos dizia:
Como pode o operário, viver com este salário? trabalhando pro Patrão em troca da condução.?Como poderei viver, como poderei viver? Dia e noite, noite e dia com a barriga vazia.
Como pode o povão pobre viver na periferia? Não ganhando nem pra comer, sem direito a moradia? Como poderei viver, como poderei viver.? Dia e noite, noite e dia, com a barriga vazia.
Hoje, retornando pelo “túnel do tempo”, recordamos, com respeito e admiração, aquelas bravas donas de casas, mulheres do seu tempo, que com suas panelas vazias, estabeleceram um “marco” na luta pelo fim do regime militar e início da redemocratização, escrevendo assim, uma das mais belas páginas de luta da população da região Noroeste da Cidade de São Paulo.

Ailton Barros é cronista e militante comunitário, o presente textofoi publicado originalmente na edição 730 do jornal Freguesia News.

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